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Tag Archives: relationship advice

No último ano uma conversa se repetiu muitas vezes, mais ou menos assim:

Amiga: Daí eu me senti muito usada.
Eu: Bom, homens também se sentem usados às vezes.
Amiga: Quê?
Eu: Bom, se uma mulher for eskrota com um cara, o cara vai sofrer, como qualquer pessoa normal.
Amiga: Não entendo.

E aí a coisa degringola porque a mina não consegue compreender que um homem possa se sentir usado. Essa idéia simplesmente não entra na cabeça delas. Se eu insisto no assunto começa a parecer que não estamos falando a mesma língua.

Então vou tentar explicar por escrito…

“Oi, desculpa, não posso te encontrar, agora tenho namorado.”

Mentira. Você tem é um feitor.

É a segunda vez que me jogam essa na cara, e das duas vezes eu não falei nada pra não ser grosso, mas essa tosqueira merece ser respondida na grosseria, pelo seguinte: Você acaba de me tratar como um cão. Sabe esses cachorro chato que fica se esfregando na sua perna? Você acaba de insinuar que eu sou isso. Um bicho que diga-se de passagem merece bicuda mas a gente faz cara de sem graça pra não ser grosso com o dono. Read More »

A penúltima vez que eu me apaixonei por alguém… Bom, o que quer dizer isso? Se apaixonar? Amor é um termo tão cheio de possíveis desentendimentos. Vamos recomeçar, assim: A penúltima vez que alguém me deixou sem ar eu fui lá e falei. E descobri que ainda ficava sem ar, que mesmo não rolando nada aquele sentimento ainda me permitia ver a vida com olhos mais vivos. Read More »

Saul nunca se achou o fodão. Ele não era craque do futebol nem ás da matemática. Mal mal ficava na média até no que fazia melhor, mas também não era particularmente terrível em nada. E foi assim que Saul acabou tendo um par de crenças completamente únicas. Ele achava que não era especial. Ao contrário da maior parte das pessoas naquele universo de bolso, ele não ficava continuamente buscando mais e mais, afinal já era privilegiado bastante, na sua opinião, do jeito como estava. Não se achava sub-valorizado, nem sub-pago, nem sub-respeitado, nem sub-amado. Saul estava satisfeito. Mas somente isso não o tornava único. O que Saul tinha de realmente sem par era que, diferente dos outros que se faziam de subalternos, o Saul realmente acreditava que sua forma de ver as coisas poderia ajudar as pessoas. Claro que a uma ou duas vezes que ele tentou fazer uma sugestão aquilo foi visto como tentativa de se impor, e ele logo aprendeu a não compartilhar essas opiniões, mas ainda assim… Ainda assim ele sabia a solução pra todas aquelas reclamações que todas as pessoas faziam o tempo inteiro.