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Tag Archives: relationship advice

Para todas as garotas que me falaram que eu não estou velho demais para ser pai: Valeu por dizer que eu sou um rato.

Eu sei que você pensa que não me chamou de rato, mas acho que isso é pior ainda. E eu sei também que ninguém pediu a explicação, mas ela virá mesmo assim porque isso me deixa puto.

Na biologia tem duas estratégias básicas de reprodução, a r (simbolizando quantidade) e a K (simbolizando qualidade). Os ratos são os exemplos da estratégia r, produzir o maior número possível de filhos e o que acontecer com esses filhos é problema deles. Os elefantes são os exemplos da estratégia K, eles vão cuidar e cultivar os filhos tanto quanto for possível.

Os estereótipos do homem dizem que eles tem tendência para a estratégia r, ao contrário das mulheres. Mas (não por acaso) a estratégia r também é ligada ao que se considera tipos de vida baixos e primitivos. Assim como um elefante é símbolo de prosperidade e um rato símbolo de lixo.

O filho de um pai idoso tem muito mais chances de complicações e doenças. Dizer que alguém não se importaria com isso é imaginar que tudo o que importa pra ele é quantidade, não qualidade. Read More »

For all the girls who tell me i’m not too old to have a kid: Thanks but i’m not a rat.

Of course i know you think you didn’t call me a rat, it’s even worse this way. Even though no one asked for it, i’ll explain why, because the whole thing pisses me so much i have to get it out here.

In biology there are these two basic reproductive strategies, r (for rate) and K (for quality). Rats are r-strategists, they reproduce as much as they can, and whatever happens to their cubs is not their problem. Elephants are K-strategists, they’ll raise and nurture and care for the cubs to the best of their hability.

The stereotypes about men all revolve around them being more r-bound than women. It just so happens that the r strategy is connected to everything we see as “lesser” and more base forms of life. Just like an Elephant is a simbol of good luck and a Rat is a symbol of filth.

A baby from an older dad has way more chances of disease and complications. To claim someone could care not about this is to claim they only care about the amount, not about quality. Read More »

Uma das garotas mais corajosas e inteligentes que eu conheço. Uma vez eu fui passar o dia em uma outra cidade, só porque sim, e ela se auto-convidou, e a gente andou e conversou um monte, bem lindo. E daí a gente foi andar de pedalinho. E estávamos os dois no meio de um lago longe de tudo e eu falei pra ela que se ela quisesse abusar de mim aquele seria o momento ideal. Ela respondeu que era mesmo. E ficamos em silêncio. Depois de noite ela comprou um monte de pinga, bebeu como uma louca, me levou pro quarto e me agarrou. Depois, não sei bem porque, eu falei de alguma coisa mais ou menos do tipo que talvez tivesse sido mais decente da minha parte não pegar ela quando ela estivesse bêbada, e ela perguntou porque eu achava que ela tinha bebido. ¡¡¡¿Mas eu tinha me entregado numa bandeja?!!!

E essa é uma das garotas mais bravas que eu conheço. Uma pessoa que tem a incrível força de ser quem ela é, tanto tanto que só quem conhece entende. E ainda assim, em algum lugar, ela queria que eu catasse ela e não o contrário. As garotas comuns, então… Parecem todas querer ser colhidas, como uma flor.

Há muitas maldições e calamidades nesse mundo, mas nenhuma parece tão completa e inescapável. E eu não entendo o por quê.

[N.: eu sei que em algum nível partilhar essa memória é uma forma de te trair, e eu queria muito muito poder pedir desculpas mas eu não posso. Você é tão linda como o vento.]

[transf tumbr]

Não sou eu que coloco palavras na sua boca. Não sou eu que faço tudo muito difícil. Não sou eu que não presto atenção no que os outros querem. Não sou eu que falo baixo demais, nem que uso palavras grandes demais, nem que fico de picuinha com as palavras erradas. Não sou eu que insisto em fazer sentido. Não sou eu que estou tentando parecer melhor do que os outros, me fazer de inteligente, nem assumir posturas de professor. Não sou eu que quero forçar a minha maneira de ver sobre quem quer que esteja à minha volta. Não sou eu que não aceita as pequenices alheias. Não sou eu que não consigo aceitar ordens e hierarquias. Não sou eu que tenho falta de humildade. Não sou eu que tenho falta de sossego. Não sou eu que faço perguntas demais. Não sou eu que insisto demais. Não sou eu que critico demais. Não sou eu que filosofo demais. Não fui eu que falei só para machucar. Não fui eu que acusei antes de saber. Não fui eu que ofendi sem querer saber. Não fui eu que machuquei e fingi que não.

Não sou eu que me sinto desvalorizado pelas suas opções de vida e que tento te mudar apenas para me sentir melhor comigo mesmo. E não sou eu também que o faz sem perceber. Não sou eu que reajo visceralmente a um seja lá o que for que incomoda e desabo isso em enxurrada de insultos contraditórios.

Não sou eu que alego estar aberto e querer conversar, pra logo depois te jogar na cara que todas as suas mulheres são umas burras sem nenhuma qualidade que não a beleza.

Não sou eu que pergunto se você não se sente sozinho e logo depois me nego terminantemente a lhe mostrar minhas coisas.

Não sou eu que lhe acuso deslealdade sem sequer ler com atenção o que você escreve. Não sou eu que insisto em ver acusações onde há apenas uma ideia inesperada.

Não sou eu que lhe desqualifico com insinuações e faço um escândalo quando recebo uma crítica direta.

Não fui eu que não pedi desculpas.

Não sou eu que não quero dar minha cara à tapa.

É a sua palma que ainda não tem a força de acertar-me. O que me dói não é que você se recuse a isso ou aquilo, o que me dói é que você não esteja nem à altura do meu interesse. Minha mágoa não é o seu não, mas que nem sequer saberia dizer sim. Minha grande enorme mágoa é que lhe falta ainda muito feijão.

[transfering from tumblr]

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