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Tag Archives: reason

Eu sempre me identifiquei com a minha razão, com a racionalidade, mas isso é porque eu passei toda minha infância pensando pra esquecer os sentimentos, e depois quando consegui entender que eu era mais que uma vozinha na minha cabeça que matuta e elocubra, descobri também que eu era uma exceção, que a maior parte das pessoas não se identifica com sua mente racional.

A maior parte das pessoas acha que esse lado “racional” é apenas uma fantasia útil, um lado sério da vida a ser rapidamente esquecido nos bons momentos, na cerveja e no fim de semana, nos momentos de relaxar e ser você mesmo. A razão é uma imposição externa e incômoda, muito antes de ser sentida como “nosso eu”.

Por isso é muito estranho pra mim ver um psicólogo dizendo que as pessoas reprimem sua sexualidade por medo de perder o controle racional. Por exemplo que tal e tal pessoa se recusa a viver uma paixão porque aquilo iria além da sua razão. Mas se há um sentimento poderoso, que é identificado com o “eu” e com o “bom”, e esse sentimento está em oposição à uma racionalidade que é identificada com obrigações e imposições, não parece fazer nenhum sentido que alguém escolha a racionalidade, exceto as exceções como eu quando criança.

Mas é exatamente o contrário. As pessoas que mais evitam experiências de perda de controle são exatamente as que menos se identificam/identificariam com a razão. (Não tenho uma conclusão pra esse pensamento, mas seja como for, o medo não é liberdade…)

[transferido do trumbs]

A long time ago, a bunch of fellas like Kant and his fans came up with this thing called Aufklärung or Enlightenment which meant that human reason would finally make us humans mature or free or, you know, take us to rainbow-land where the trees sing and everyone is happy. This same endeavour appears in contemporary colours everywhere, in the likes of Eliezer Yudkowsky.

Now on the other side of the intellectual ocean people like Foucault went nuts over the whole thing, claiming it was a sort of dictatorial attempt at nullifying subjectivity. Since mostly i sit firmly in this side of the fence, being a silly fanboy of Derrida, i usually sound very derisive of the first bunch, but as of now i’d like to try and make amends.

Reason got conflated with a very specific (and somewhat misguided) shade of science, that was indeed a little hasty. But maybe instead of this “reason” we could just have lucidity. Read More »

Contemporary belief in science and reason (which should supposedly be deflationary ways of thinking, more common sense, less arcane) fails to tell us why shouldn’t barbarians be more scientific, since they didn’t have a big corpus of literature to make exegesis on. Of course, this blindness is a willing blindness, since part of the myth-of-science is this mockery that it is no myth at all.

One of the inventors of this silliness was Hesiod. Read More »

I do change my passwords fairly often. I do have a defence doctrine of sorts and, albeit i can not claim it to be sophisticated or safe, at least i gave some thought to the whole issue of information security. My belief is that it will become more and more important to do so as time goes by, and that if you don’t do it pre-emptively you are begging to learn the hard way, that is, by being a victim of an attack.

Whatever. That is not what i come to tell you today.

I want to tell you about the impression that discipline, like for example the discipline of changing passwords every n or m days, is a form of prison. From that feeling, that notion, that idea, from that comes a host of weird untenable prejudices that leave us at yet another dichotomy. Meh. Capital Meh. Read More »

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