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Tag Archives: politiks

O problema das “Políticas Identitárias” é que os defensores disso agem como se todo mundo fosse obrigado a se importar com as questões que eles se importam.

Um tal de Mike Rugnetta do Iultubiu coloca a questão de uma forma ótima pra criticar (note-se que a tradução é minha):

Se alguma obra envolve pessoas, que necessariamente possuem identidades, mesmo que sejam pessoas ficcionais, essa obra contém Políticas Identitárias.

Mas dizer que “pessoas necessariamente têm identidade” é meio sacana, e acho que é importante esclarecer como exatamente é sacana. Read More »

Part of the problem with “Identity Politics” is that its proponents treat it as if everyone had to necessarily care about the issues they like.

Mike Rugnetta of PBS Idea Channel puts it in a very easy to criticise way:

If a piece of media involves people, who necessarily possess identities, even if they’re fictional, then it has Identity Politics.

Saying that people “necessarily possess identities” is kind of weasel-wording, i’d like to go a little into how exactly it is misleading. Read More »

It is said that Brazil was Keynesian before Keynes, it seems our vanguardism is still going: I propose we’ve been Trumpist before Trump.

There were certainly a series of predecessors to Trump, which either means the world had been slowly preparing itself or the USA are not really a starter of things anymore (which actually is close to what Trump says). That blonde bozo in the UKIP looks like Trump’s clone. Under a certain light, even the Arab Spring could be seen as dissatisfaction with politics as usual. And later, when an Arab Spring lookalike happened in 2013, Dilma was completely flabergasted. But still she was a politician pretending to not do politics, and therefore it might be instructive to study her fate, if you want to guess how bad the world will go for the next few years — and if you want to understand what is post-truth!

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A coisa mais perigosa para Frank Underwood é que a Caixa D’água dele parece uma bunda. Ele era político no estado do pêssego, e não tinha como não parecer bunda, mas isso não conserta. Ele matou um punhado de gente, mas metade dessas mortes ficam como êxito de guerra. Mesmo o assassinato a sangue frio da puta seria visto, por muita gente, facilmente, como heroísmo. É mais perigoso ser ridículo que terrível.

Kevin Spacey posing in front of the Peachoid

Da mesma forma, a defesa que Cardozo fez de Dilma só ajuda a acusação do impeachment, já que pinta uma imagem terrível do complô ridículo organizado por Cunha.

Nenhum dos votos será decidido pelos fatos, claro. Trata-se de uma decisão tomada fora da arena do julgamento. Sendo advogado, Cardozo talvez seja, fisiologicamente, incapaz de perceber a diferença. A imagem de terrível reforça essa situação. A imagem de ridículo mostra que, ainda agora, é possível re-fazer acordos, e que o jogo do impeachment é muito menos estável do que parece. Read More »