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Tag Archives: politiks

Teve uma votação a favor da paralisação contra os cortes da educação, do dia 15 de maio, na Assembléia da Pós da UERJ, e eu fui a única abstinência. Não é que eu tenha nada a favor do nosso fake governo, estou indignado como todos nós, mas… Me preocupa o meio como vamos conduzir nossa disputa.

A greve é um combate econômico. Trata-se de assumir que a negociação por argumentos não funcionou, e retaliar da forma mais cara para o patrão. Na indústria, trata-se de impedir a produção, retendo um insumo imprescindível, o trabalho operário. Se falta alguém pra recarregar o carvão de um alto-forno, ele entope e precisa ser reconstruído. Qualquer negociação com grevistas bem organizados vai ser mais barata que reconstruir um alto-forno. Foi criada uma situação em que o melhor negócio para o patrão é pagar. O patrão que atende as exigências de uma greve não faz isso porque seja a coisa certa. Ele faz isso porque essa é a opção menos pior para ele.

A educação é matéria-prima para a produção, mas num longo-prazo tão longo que ninguém sente seus efeitos. A universidade só tem impacto direto na produção através dos certificados. Os diplomas emitidos pela academia determinam quem pode ou não exercer todo tipo de atividades produtivas. Parece estranho para quem vive dentro da academia, mas a sociedade acata o nosso parecer sobre quem pode fazer o quê. E embora não se possa revogar diplomas, sempre se podem emitir novos diplomas. Para isso, precisamos fazer algo que nos permita emitir diplomas.

Imagine por exemplo se criássemos um grande congresso. Uma semana de aulas abertas a qualquer um, em que toda a sociedade estivesse convidada, com avaliação e certificado no final. Cada dia que isso duraro governo perde um milhão de apoiadores.

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Conceitualmente, Enéas era de direita, mas é fácil imaginar que se Enéas tivesse ganho a eleição, FHC ia querer morrer.

Da mesma forma, a vitória de Jair Bolsonaro no segundo turno será a maior derrota da direita brasileira. Derrota da direita, e não da esquerda. Parece maluco dizer isso, mas não é a única coisa de ponta cabeça no cenário atual. Read More »

Aconteceu, então, o grande Cacique faleceu.

Nesse dia o velho Pajé deu suspiro cansado do fundo da sua tenda, apanhou seu cajado e, no seu passo manco e lento, foi até o corpo inerte, disse um breve encanto, fechou os olhos mortos, e então tirou o cocar daquela cabeça flácida e levou-o à sua própria cabeça, altiva e poderosa — embora, pensando bem, ninguém sabia dizer com certeza se esses olhos velhos algum dia tinham sido tão duros, ou se aquele corpo velho alguma vez tinha assumido essa pose.

Imediatamente o novo cacique colocou seu aprendiz a preparar os ritos funerários e chamou os três jovens mais rápidos para levarem mensagens às tribos inimigas. Read More »

There is an experiment called Prisoner’s Dilemma Game, and if you have to learn one thing form it, this is:

Absurd situations lead to absurd behaviour.

Explanation: The game is one interaction between two players that choose either «cooperate» or «exploit». Both cooperate, both win big. Both exploit, both are screwed. But if just one exploits, he wins big and the guy gets even more screwed. It is a dilemma because you always want cooperate-cooperate, but if you know the other guy is exploiting, you’re better off exploiting too, but if you know he is cooperating, you are also better off exploiting, so you always get the worst outcome possible.

But another, different take on the thing, is that some situations are just outright completely screwed. There are some games that are unwinnable. If you put someone in a game like this, you have no idea what he will do.

The Wire has a tremendous scene where the bad boys at school get rounded up and put on a room just for themselves, and a teacher and a psych try to get to them. And the kids just don’t say anything. When they do speak it is just to comply to the expectation of speech, but there is no meaning. It is scary.

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