Skip navigation

Tag Archives: politicians

Anyone who lived through the 80s in Brazil has a bitter memory of hyperinflation, when prices changed every week.

The amount of money back then was a kind of fiction, a convention. At first glance, you’d think we had lots of money, because the amounts were measured by such huge numbers. 10’000 was change. Everyone was a millionaire then, because a million was the price of a meal. The number was meaningless, as it would change soon. 2 did not really mean 1 + 1, it was just a name.

That made me think about how should we measure the size of a bribe. Read More »

O mundo está bizarro, com Trump, Brexit, Temer.

Mas o bizarro não é Trump, Brexit, ou Temer. O bizarro é que essas coisas fazem sentido no mundo como ele está. Read More »

Te mando um alô do subterrâneo

Daqui a vista é ótima

Não se vê o mundo; contudo

este mundo ultimamente

é deprimente espetáculo

e assim, não vê-lo, privilégio.

Não que eu me ache melhor.

Este enjôo que me exaure

é fraqueza e não remédio.

Tentando somente

não aumentar o ruído,

não gritar quando é preciso calma,

porque o pânico da moral

causa muito, muito mais mal

do que o mal que acredita combater.

Isto afinal é Brasil

europeu que não sabe ser europa

xavantino que não sabe ser xavante

e não temos competência

para ser assim tão maus.

¿Nossos políticos são corruptos?

¡Certeza!

tanto de um lado quanto de outro,

mas não são nenhum Stálin;

roubam pra fazer churrasco na laje,

roubam muito e a laje é grande

mas ainda é só “tirar uma vantagem”

maldade de republiqueta de bananas.

Ora veja, gritar na gritaria

é aumentar o problema.

Chamar de monstro um burocrata

chamar de golpe um conluio

(ou chamar de crime uma trapalhada)

é dar força ao delírio.

Por isso eu te peço:

Não se rebele

e nem tampouco se conluie —

daqui do subterrâneo

é assim que se faz política.

Estamos todos no mesmo barco

estamos todos fodidos.

Nem os novos ricos

(achando que vão ficar milionários)

nem os utopistas

(achando que farão justiça social)

têm a menor noção.

Isto afinal é Brasil

buraco onde Pedro II era mais

republicano que Deodoro.

Ora veja, qual bufão

é mais caricato

¿que um ufanista brasileiro?

Sim, se estuda isso na escola

e então fingíamos que era sério

mas todo mundo sempre soube

(na boa) é uma chanchada.

Por isso de novo te peço:

não brigue com os Machisto

não brigue com as Feminazi

não brigue com os Reaça

não brigue com os Petralha

simplificando o pedido

não brigue.

Depois de montar o cavalo de batalha

ninguém mais tem o pé no chão.

A mente militante

é mente militar

é mente de soldadinho

tipo bucha de canhão.

Gritos de guerra não são ideias,

não são verdade nem mentira,

não são nada além de ruído.

E o tipo de fodido que estamos

não se resolve com programa de governo

nem da direita nem da esquerda.

O dia que o sol não brilhar

o maior de todos os ditadores

será ditador das cinzas.

E o clima está quebrado.

Nem Capitão Planeta e seus amigos

fariam qualquer diferença.

O que funcionava antes

não vai funcionar mais

e por isso há perigo

e por isso há ruído

e por isso há medo

e por isso há ódio

por isso peço calma.

A guerra pra ver quem fica

no trono no topo do mundo

é uma tragédia em que todos caem

e a falta de acesso ao espetáculo

é o maior valor imobiliário

do meu buraco

no subterrâneo.

Last post ended up more into “rants and raves” category than a real well-developed thought or idea, and in many many ways the one before that, that gave origin to it, was the same (considering i wrote that at an emusic party, it’s just so appropriate), but the thing i was trying to say is better than that, i do not know if it could shine through in the end. “For a life less ordinary” — society-wide. Not only for all of the people living in said society, but for the society itself.

For, it should be clear by now, our collective self has become very affluent, very well-stocked in all manner of luxury and things, but it has also become monumentally ordinary. And i think this is a disaster for recipe. Read More »