Skip navigation

Tag Archives: meaning

A palavra “sentido” tem vários (bem…) sentidos. Mas a riqueza (semântica) contrasta com a pobreza (existencial).

O 1º e mais simplório: Sentido como «direção». Este mundo tem por certo uma direção, mas esta é a direção do precipício. Todas as fichas estão apostadas numa economia | tecnologia | ideologia fundamentalmente baseada no petróleo quando a produção de petróleo está condenada a cair (+ ou – bruscamente). Um mundo que não tem um Plano B pode, sem demasiada licença poética, ser chamado de um mundo sem sentido.

Mas tudo bem, é possível se divertir até num mundo que vai para o brejo. Portanto 2º, meio obscuro: Sentido como «sensação», algo que se sente. E, de novo, este mundo tem por certo sensações, muitas e variadas – variado == diverso == diversão == confundir. Longe de mim dizer que nada se pode aprender com o entretenimento, mas quem, depois de 22 anos, não percebeu que por trás da contínua novidade existe uma sólida mesmice, escolheu os filmes muito mal. Talvez como o pior tipo de drogado, o que não tem sequer o mérito de saber se drogar, nunca sentindo o total efeito da droga e portanto demorando bastante para desenvolver tolerância, numa demora que não é adicional de desfrute e sim perda de tempo. Mesmo o viajar, essa suprema forma de entretenimento, não é sensação se transformada numa coleção de sensações. Porque essas pessoas todas, que creem buscar o bom e o melhor, que creem sentir a felicidade até o limite, não fazem mais que fugir de suas próprias limitações, que evitar tudo o que teste os seus limites. Portanto, evitar sentido.

E limites sugerem 3º, meio nefasto: Sentido como «prontidão, atenção». E este mundo tem uma grande falta de sossego, que adoraria ser confundida com prontidão mas não passa de rigidez. E é nefasto isso porque trata-se do poder, da máquina, da impiedão, que nos sujeita a todos, que nos obriga, que despedaça os sonhos. E se parece com atenção porque reage, mas não por saber o que fazer, antes por medo, por estúpido recalque, por incapacidade de enxergar o curioso, o inocente, é “não fui eu”, é “já estava assim quando eu cheguei”. E é, portanto, “não me toque” quando estão todos sedentos de um afago e de um carinho. E é parecido isso com estar sedento de sentido.

E quase caímos um 4º, comum mas ardiloso: Sentido como «interpretação, conteúdo». Porque todos queremos ser entendidos, mas poucos se dão a entender. Tornar-se enigmático é defesa muito em voga, e um mundo em que todos fazem pouco sexo porque estão fazendo cara de quem faz muito sexo é (desculpe a franqueza) um mundo sem sentido.

Ou, talvez, um 5º que é quase o anterior ao contrário: Sentido como «significado». Esses seres enigmáticos todos juram saber o significado do mundo ou ao menos saber quem sabe. Esses significados parecem ter em comum total desconexão com a minha (e sua também, embora você não vá admitir em público) experiência cotidiana. Viés de confirmação não é realidade, nem um quadro afixado num quarto escuro prova que exista um “mundo lá fora”. Provincianismo é muito válido quando me aferro à minha província, mas hoje parece obrigação ser cosmopolita. Esse batalhão de “ases da estrada”, é claro, só enlameiam todos os trajetos, escurecer e não esclarecer. As grandes explicações, que alguns alardeavam impossíveis no mundo pós-moderno, não desapareceram, mas foram embaladas e pasteurizadas. Sentido tão enlatado que seria melhor ficar sem. E que seja minha testemunha a total ausência de idéias perigosas da intelectualidade contemporânea (sim, eu posso retalhar qualquer teoria de araque que você me venha apresentar, mas isso seria tedioso).

Mas, vá lá, fica aqui um 6º, por assim dizer: Me diga o que é sentido pra você, só pra eu poder descascar.

Porque, afinal, o 7º, que é o importante: Sentido como «propósito». Conspirações são uma contradição termodinâmica, um CPU que calculasse o universo seria maior que o universo, e isso implica que não há plano, não há arquiteto da história, nem no começo nem no fim, e se trata tudo de grande improvisação, improvisação que não serve a ninguém nem tem propósitos de qualquer tipo, e assim como um jogo sem regras não é jogo, este mundo não tem sentido.

E, se puder trapacear, um 8º: Sentido como «sentido», e aqui é pelo menos plausível que o mundo tenha sentido, mas apenas se se criar o sentido, e para criar sentido é preciso que o mundo não o tenha.

Yo danzo, quizás, para descubrir esto: ¿Cual és el sentido de la vida? Lo pregunto de manera indirecta. ¿Que soy yo? ¿Soy esta carne? O más bien ¿soy este movimiento?

Me caigo, y ahí me llevo arriba los brazos para proteger la cabeza. Pero cuando lo hago, ¿lo hago para no sufrir? O ¿lo hago para que mi movimiento no se acabe?

És que danzar es ser más. Es estar más. És existir más intensamente y más profundamente. Cuando danzo estoy más cerca de lo sentido, no porque la danza tiene sentido (quizás justamente porque no lo tiene), es que en la danza lo sobrante no está, como si hubiera una pausa en la banalidad y una pausa en lo indirecto. En la danza no están las cosas que tenemos que hacer pero sentimos que en realidad no importan. La danza es una pausa en lo desimportante para solamente ser.

Pero ser no es simple, ni simplemente es. Por esto para mi la danza me habla de suspender la banalidad para comprenderla. Descubrir lo que no es banal en lo banal.

Yo danzo. Danzando, me llevo arriba lo brazo. Lo llevo arriba de la misma manera que haría en otro momento cualquiera. Y todavía es la misma carne que se va arriba. Pero llevar arriba el brazo mientras danzo no es lo mismo que llevar arriba el brazo.

La misma carne va arriba, pero no es lo mismo cuerpo. Y la diferencia entre carne y cuerpo, justo la empiezo a ver en la danza. Solamente en la danza alcanzo la profundidad de ser en la cual la diferencia entre carne y cuerpo existe.

O quizás exponer la diferencia entre carne y cuerpo sea la definición misma, la esencia de lo danzar.

Y exponer esta diferencia es también testar los limites entre «yo» y lo que sea «verdad», entre mi experiencia y todas las explicaciones que justifican y tapan este experimentar que no necesita justificación, es testar la diferencia entre lo importante y lo que se dice que sea importante.

La danza busca una esencia más profunda de lo que pudría lograrse solamente sacando lo inesencial.

Many design theories expect a kind of certainty from the designing process, try to somehow distil only the best parts of the design. And even if this is not, in itself, a bad thing, it certainly risks this mistake, of taking the open process of the artefacts and turning it into an independent reality. Of course design is more like cooking than like chemical engineering: you never know exactly how it will taste.

The zen tea-house has a very low door, so that you must be humble and bow down to enter. The low door enforces, then, humility. Damn Japanese!

But no, actually, this is silly. Even the lesser man bows down, and after doing so he is just as likely to do shit as before.

Some people expect that an artefact should (or could, or must) have a single, straightforward, and unambiguous effect on users. And this, for sure, is silly. Read More »

“Gee, Nita, what do you want to do tonight?”
“The same thing we do every night, Baraco — try to take over the world!”

Nita Little thinks contemporary dance, as it creates non-linear pluralistic forms of thinking and feeling and being, can end Capitalism. She wants to take over the world, it would seem. (Of course, her argument is way more complex than this SINGLE LINE can encompass, do i even have to say this?)

Still, in some lights, this is not so difficult to believe at all. (Of course, i do think so because i am a total fanboy, do i even have to say that?) But even then i invite you to look further!

Follow

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 116 other followers