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Tag Archives: how we live our lives

No último ano uma conversa se repetiu muitas vezes, mais ou menos assim:

Amiga: Daí eu me senti muito usada.
Eu: Bom, homens também se sentem usados às vezes.
Amiga: Quê?
Eu: Bom, se uma mulher for eskrota com um cara, o cara vai sofrer, como qualquer pessoa normal.
Amiga: Não entendo.

E aí a coisa degringola porque a mina não consegue compreender que um homem possa se sentir usado. Essa idéia simplesmente não entra na cabeça delas. Se eu insisto no assunto começa a parecer que não estamos falando a mesma língua.

Então vou tentar explicar por escrito…

Cada palavra a mais constrói um pouco meu eu, personagem inesperado do propósito – sem certeza, mas: não incerto. De vagar e de vagas, de sonhar e de somas, de errar e de ermos. Hei de caminhar e hei de fazer caminho, de provar o próprio sendo o pisar, o aqui onde coloco meu pé, a alegria do alegrar-se. Minha palavra é ponte tua. Meus saltos tentam deixas. Tentam e falham. Mas também tentam e alargam. Satyagraha. Risco. Sacrifício e desconstrução. Golpe de dádiva, também. Não só. Ou: Só mas de peito aberto, só mas dando mãos. Pois tanto o fim quanto o começo estão abertos, e no agora, olhando para frente, olhando na seta do tempo que existe e sim deveria existir e sua existência independe de deveres, é neste exato agora que forjo a perfeição.

Se o custo-benefício do seu bicho de estimação é favorável, ou seja se o amor que você recebe dele te é mais significativo que o cocô que você limpa, isso significa que a sua vida social é uma bosta, e que você deveria investir mais em pessoas que em animais. Logo, bichos = problema, CQD.

If your pet has a favourable cost-benefit ratio (in other words, if the love you receive from it means more to you than the shit you have to clean) then your social life is very bad, and you should thus invest more energy into people not animals. ∴ pets = problems, QED.

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