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Tag Archives: GENDER ISSUES

We’ve met the enemy and we are it.

we have met the enemy and he is us

One happy hypothesis: We are the feminazis and the nazis. We are the Inquisition burning witches at the stake, we are the Romans feeding Christian to the lions. We are the trolls. We are the bad guys.

We feel that we are good. Maybe we even feel we are the first ones to be really good. We feel that we are good but instead we are the thing we hate de most.

Maybe it isn’t even that surprising, the things you deny and burry always come back to haunt you. But what are the details of this particular case? Read More »

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The Misunderstood Award seeks to accolade those thinkers whose ideas have been so warped as to become as good as opposite to the original intent. Paraphrasing Kipling, they are witnesses to the truth they spoke being twisted by knacks to make a trap for fools. A little tragicomedy where the more someone feels identity with a given thinker, the more likely he’ll be labouring at destroying his thought. So, without much further ado, this year’s prize goes to:

Pierre Bourdieu

Bourdieu, together with some other french sociologists in the last part of the XX century, tried to show that societies create ideas according to their own purposes. This means that the ideas are part of the process whereby the society reproduces itself, both as tools for it and as consequences of it. So for example the set of values a given group espouses helps this group to sort through and incentivize the kinds of member-behaviour that will further the groups’ objectives. In other words, ideas are not independent from the power structures that harbour them, as they incorporate the biases and privileges and asymmetries of society.

This of course takes knowledge and discourse as valuable, and focuses a lot of attention in them, mainly as a fruitful object for study. Misunderstanding arrives when this valuation of discourse is taken as proof that what someone says is so important that you should actually fight over it. Read More »

Nos bons e velhos tempos quando ainda existia feminismo, eu era um calouro sem-noção e arranjei uma namorada muito f0d4 que me ensinou várias coisas importantes. Uma vez essa menina falou pra eu ir em alguma coisa de feminismo, tipo uma manifestação ou encontro, e eu respondi “Mas eu não sou mulher!”. Ela fez uma cara de vergonha alheia, respirou fundo e disse “Você não sabe do que você tá falando…”  e me deu uns fanzine pra ler, depois umas xerox, depois Haraway, e assim foi. Vários anos depois estava lendo Bourdieu e Butler. E foi uma jornada, o assunto deu vários nós na minha cabeça que eu fui tendo que desenlaçar aos poucos.

Mas a tal ex-namorada me explicou desde o comecinho uma coisa muito importante: Feminismo não é o contrário de machismo. Ser feminista não quer dizer querer que as mulheres ocupem a posição de privilégio que antes os homens ocupavam, e definitivamente não quer dizer tornar as mulheres as opressoras. Portanto, não é contraditório um homem ser feminista.

Portanto: Esse papo de que feminismo é contra homens é uma estratégia clara do patriarcado para desacreditar o feminismo. Read More »

No último ano uma conversa se repetiu muitas vezes, mais ou menos assim:

Amiga: Daí eu me senti muito usada.
Eu: Bom, homens também se sentem usados às vezes.
Amiga: Quê?
Eu: Bom, se uma mulher for eskrota com um cara, o cara vai sofrer, como qualquer pessoa normal.
Amiga: Não entendo.

E aí a coisa degringola porque a mina não consegue compreender que um homem possa se sentir usado. Essa idéia simplesmente não entra na cabeça delas. Se eu insisto no assunto começa a parecer que não estamos falando a mesma língua.

Então vou tentar explicar por escrito…