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Tag Archives: fear

Eu sempre me identifiquei com a minha razão, com a racionalidade, mas isso é porque eu passei toda minha infância pensando pra esquecer os sentimentos, e depois quando consegui entender que eu era mais que uma vozinha na minha cabeça que matuta e elocubra, descobri também que eu era uma exceção, que a maior parte das pessoas não se identifica com sua mente racional.

A maior parte das pessoas acha que esse lado “racional” é apenas uma fantasia útil, um lado sério da vida a ser rapidamente esquecido nos bons momentos, na cerveja e no fim de semana, nos momentos de relaxar e ser você mesmo. A razão é uma imposição externa e incômoda, muito antes de ser sentida como “nosso eu”.

Por isso é muito estranho pra mim ver um psicólogo dizendo que as pessoas reprimem sua sexualidade por medo de perder o controle racional. Por exemplo que tal e tal pessoa se recusa a viver uma paixão porque aquilo iria além da sua razão. Mas se há um sentimento poderoso, que é identificado com o “eu” e com o “bom”, e esse sentimento está em oposição à uma racionalidade que é identificada com obrigações e imposições, não parece fazer nenhum sentido que alguém escolha a racionalidade, exceto as exceções como eu quando criança.

Mas é exatamente o contrário. As pessoas que mais evitam experiências de perda de controle são exatamente as que menos se identificam/identificariam com a razão. (Não tenho uma conclusão pra esse pensamento, mas seja como for, o medo não é liberdade…)

[transferido do trumbs]

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Assisti uma coreografia chamada “Mostra-me suas miudezas”, e pra mim foi um momento sagrado. Mariana Mello, a dançarina, é ridiculamente incrível. Depois da apresentação aconteceu uma roda de discussão, e uma das coisas faladas foi que uma música que fazia parte da obra tinha uma letra, e se aquela letra tinha algum significado, se as pessoas se deixavam levar por isso. Alguém comentou que quando a música entrou que achou um elemento pesado demais, que a música competia com o movimento, mas que depois foi indo e ela acabou se deixando levar e aquilo fez parte. E eu concordo completamente. Eu adoro a música, muito, mas foi um erro. Acontece que Mariana é tão talentosa, e a coreografia é tão poderosa, que ela acabou apagando o erro. E pode ser que, para algumas pessoas ridiculamente incríveis, não falhar, não errar, seja um risco tão grande quanto o risco de errar. Como a garota que se orgulha de ter conseguido todos os caras que já quis, e exatamente por isso nunca aprendeu a lidar com a rejeição, e exatamente por isso quando a rejeição acontece dói com uma profundidade muito maior, maior do que ela pode suportar.

E, ainda que a incrível-dade não seja distribuída igualmente, eu acho mesmo que todas as pessoas são incríveis, e acho que parte disso é aprender a ver a si mesmo, não a máscara atrás da qual a gente labuta, mas ver você mesmo com sinceridade, ver suas próprias miudezas. E parte disso é a determinação, visceral, quase selvagem, de transformar até seus erros em beleza. De tornar essa dor força.

[transfering the ex tumblr]

And after all the season was over, the vacations were over, the summer was over, it was all over and he had to go back. She would still keep going, she was still travelling, she actually had more to come back to than he did, but she didn’t care about letting it rest, letting it all wait.

In the distance, his bus appeared out of a turn in the road.

She asked “Are we still gonna see each other?” Read More »

The vast majority of actions and institutions all around me are out of fear. Be it as it may, fear is not freedom.

Fear is stable. Fear is predictable. To chose non-fear is hard. Difficult. Fear sells. Fear convinces. It is easy to make fear look like “just human”, to make it compassion-worthy. Be it as it may, fear is not freedom.

It is not ideology that ties us to fear (nor Enlightenment, nor Logics, nor Neo-Liberalism/Neo-Socialism). It is not immorality (nor naughty, nor corrupt, nor ignorant). And, in any way, it is not an enemy to be fought. Read More »