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Tag Archives: atheism

[Esse post é uma resposta à uma discussão de bar. Acho que eu não tenho competência de reproduzir exatamente as opiniões do meu interlocutor, e isso pode tornar o texto um pouco esquisito. Me pareceu que ele estava dizendo que o monoteísmo é a razão fundamental pela qual a bancada evangélica é intolerante ao ponto de impossibilitar o diálogo. Eu partilho de uma boa parte dessa crença, certamente partilho o horror e o desespero com a nossa bancada evangélica. Compartilho a intolerância contra a intolerância religiosa desse grupo. E justamente por isso acho que a questão é mais complexa, e que é preciso ser mais cauteloso com os conceitos da teoria das religiões.]

Começando do final: Mao era Católico. Se bem que eu não disse isso, minhas palavras foram: “Não quer dizer que Mao não seja Católico”. A diferença é sutil. Mas vamos lá. Mao foi profundamente influenciado por Marx, e esse por sua vez profundamente influenciado por Feuerbach.

Não estamos acostumados a ver a coisa assim, porque o resquício do debate são críticas que Marx faz a Feuerbach. No entanto, as noções de “estrutura” e “superestrutura” (que são ingredientes fundamentais da cozinha marxista) vêm diretamente de Feuerbach. A tese fundamental era de que as comunidades cristãs alemãs reproduziam os interesses da burguesia alemã e não da bíblia, muito embora as historinhas que elas contavam fossem tiradas da bíblia.

Nesse sentido, era exatamente a mesma coisa que Lutero dizia quando falava que o comércio de relíquias praticado pela instituição católica era imoral: Afirmava que isso estava de acordo com os interesses econômicos mas não de acordo com a bíblia. Read More »

So this is the last part of a trilogy about Militant-Atheism. Previously, we tried to show that a variation over scholastic and deistic beliefs generates contemporary Atheism. In this sense, Atheism is a kind of Catholicism.

Of course, the exact same path can be walked backwards, so we have knowledge of god as just another kind of knowledge, as amenable to scientific inquiry as any.

I fear both stances loose the most important. Read More »

Every idea comes from somewhere, is fruit of a given context and can only be formulated using a repertoire of previous ideas. Every idea must carry the burden of its assumptions.

This is why it makes good policy to suspect every idea that promotes itself as neutral: They are compromised by their context just like all others but are trying to hide the fact.

Militant atheism too.

The Hitchens-Dawkins Hitchins kind of Militant Atheism is a direct child of Catholic thought, preserving both the worldview and the morality and the argumentation techniques. They can only hope to present a façade of respectability comparing themselves to the childish absurdity of Creationism. Read More »

The recent breed of “Militant Atheism” is (to be clear) a movement clearly distinct from previous atheism(s) displaying very different goals. One of these goals is to free society from the evil of religion, which they try to define as dogma, superstition and anything dealing with supernatural reality.

But also, Militant Atheists try to self-define in a somewhat negative way, in that they propose that their beliefs are a lack of belief. So, OK, “i do believe there is no god” and “i don’t believe in god” can be deceptively similar ideas. But the sly thing is that this way of putting makes it seem like the set of ideas embraced by militant atheist is natural, springing spontaneously from universal human experience.

Of course militant atheism is a product of contemporary culture, and in different contexts it would appear in a very very different light — so it’d be better not to take it at face value. Read More »