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Category Archives: pt_BR

Tudo o que é escrito em meu nativo Português Brasileiro, língua de Chico.

Me sento à beira do lago, o forte sol castiga-me a pele, fones enfiados fundo nos ouvidos, descubro que as músicas que apressadamente copiei para o telefone antes de sair de casa são surpreendentemente depressivas. drowning is the only thought i have…” Sinto o leve desespero dessas letras, mas também noto com um certo desdém minha patética tentativa de auto-diagnóstico e, por fim, considero com esmero a capacidade de ver a si mesmo no ato de ver-se. Tento imaginar se, quem sabe, conseguiria um quarto nível de indireção? Decido que não — poderia pensar sobre isso, mas esse pensar não seria parte do outro, aconteceriam um depois do outro e não amalgamados, seria uma história e não uma consciência. Por fim, nada disso é de fato reflexivo, tudo isso é ação, todos esses pensamentos são apenas sabores deste corpo que senta à beira do lago.

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Dominique,

Você diz que eu “só quero ganhar a discussão” na verdade porque eu presto atenção nas coisas que você diz, ou melhor, eu presto atenção nas coisas que as pessoas dizem — é só por prestar atenção em você que eu vejo (e te digo) as incoerências dos seus argumentos, e sim, eu faço isso, eu fico apontando os erros no que você me fala, mas daí a você me imputar a arrogância de querer impor minhas idéias há uma grande distância, e uma maldade enorme, pelo seguinte: você sabe que eu quero saber a sua opinião, e se você me convencer dela eu mudarei minha vida para estar de acordo com a sua idéia, atitude que você não partilha, e nem tinha que partilhar, mas veja bem: dizer que sou eu que “quer vender a discussão” é me acusar de prepotente por estar aberto à sua influência — contradição à qual você chega simplesmente por não entender que, quanto mais eu te respeito, e quanto mais eu levo à sério o que você me diz, maior é o risco que eu corro: se você me convencer de uma burrada, eu vou me ferrar muito mais do que você, portanto eu tenho sim que avaliar suas idéias com rigor; quando eu coloco as suas idéias dentro da minha vida, passa a ser o meu cú que está na reta; e amar é um direito, o que quer dizer que se eu resolvo te amar você não tem nada a ver com isso, nem como obrigação de me amar de volta, nem como autoridade de dizer que eu estou levando suas idéias a sério demais; o único que você poderia dizer é: “Eu não levo o que eu te disse à sério o suficiente para me preocupar com as contradições” e também “Não sei porque acredito nessas coisas, só sei que acredito” — muito justo, mas aí a culpa já não é minha.

Ass. Fernando

Uma faceta do novo feminixmo que me incomoda é como apesar de usarem uma linguagem superficialmente sexual ou “sex-positive” eles sempre se colocam de forma muito imaculada, muito pura, semi-angelical em sua pornografia.

Uns pornoanjos, pornoangelicais.

E isso meus amigos, nada mais é que o Pudor brincando de carnaval, fantasiado de mulher sem ter feito a barba. Read More »

Logo depois das normas da ABNT, a coisa mais xingada e achincalhada da vida acadêmica são as tais citações. Parece consenso que fazer citações é uma burocracia sem sentido que só existe para humilhar os recém-chegados, pra te fazer ajoelhar frente ao altar da academia.

É claro que citações são coisas muito mais benéficas do que isso, mas elas são odiadas por uma questão de atitude.

Se você não quer entender, não importa o quanto eu explique. Se você não quer mudar a sua vida, não importa quanto eu te incentive. Sem uma atitude individual, não tem como mudar o ponto de vista da pessoa. Quando você tem uma atitude de se importar com o conhecimento, as citações são a coisa mais natural do mundo. O que os orientadores tentam martelar é essa atitude, só que os calouros sempre interpretam isso como picuinha com as citações! Read More »