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A penúltima vez que eu me apaixonei por alguém… Bom, o que quer dizer isso? Se apaixonar? Amor é um termo tão cheio de possíveis desentendimentos. Vamos recomeçar, assim: A penúltima vez que alguém me deixou sem ar eu fui lá e falei. E descobri que ainda ficava sem ar, que mesmo não rolando nada aquele sentimento ainda me permitia ver a vida com olhos mais vivos.

Essa paixonite toda era uma má idéia. Não rolava. Ela tirava o meu fôlego, mas ela não tava a fim de mim, e mesmo que tivesse não ia desfazer o lance dela com o namorado dela, e mesmo que desfizesse não tinha muita chance que funcionasse, ou seja, idéia de jerico, não rola, impossibilidade, mais um amor platônico para minha coleção. Só que aí a louca da minha psicóloga falou assim: Ela sabe? E eu: Tipo, falar seria muito má idéia. E ela: Fala, caramba!Daí, beleza, lição de casa. Escolhi um momento em que era tipo anti-estratégico, ou seja, um momento não propício, um momento em que mesmo se a dita cuja quisesse nada aconteceria, e falei. Ela não entendeu nada, acho, e nisso acho que fui um pouco egoísta, mas pronto, falei.

E depois de falar descobri uma coisa estranha: Eu ainda ficava sem ar. No dia seguinte estava caminhando meio perdido pelas ruas de Curitiba e vi o vento balançando as árvores e achei aquilo tão lindo, tão cheio de poesia, ou seja: Maldito romântico. Mas era um experimento, descobrir se dá pra passar a vida inteira com essa falta de ar…

Depois acabou, ténquigódi, que sério cansa. Mas foi legal descobrir que aquilo tudo que tava dentro de mim também podia viver sem ela.

Talvez isso tenha a ver com uma outra história, uma vez eu tentei ficar com uma menina e ela falou: Not, vamos tipo fingir que isso não aconteceu. E eu nunca tinha ouvido isso, embora até seja uma cortada meio default, mas como foi a primeira vez eu saí dando uma lição de moral: Não, não vamos fingir. Eu tentei ficar com você. Você não quis. Tudo bem, eu consigo viver com isso. Mas aconteceu, é parte da minha vida. Eu não quero fingir que eu não sei.Muito otário, levou o toco e ainda se acha na moral de ficar fazendo discurso. Mas aquilo foi muito verdade pra mim, eu não quero fingir que não tô sabendo. Anyway.

O que eu quero dizer é que o amor (ou algumas coisas que levam esse nome) é cheio de exigências, e que ninguém é obrigado a servir as suas exigências, mas que o amor também tem uma parte além das exigências, e que essa parte,independente do que a outra pessoa sinta por você, essa parte torna a sua vida mais bonita, mesmo que um pouco mais dramática, e isso vale à pena.

E às vezes é melhor falar logo, levar o fora logo, e continuar com aquela lombriguinha no coração, te tirando o fôlego, te tornando um romântico, ridículo mas feliz.

(Ah, isso tudo foi da penúltima vez, a última estranhamente a pessoa veio ecriou uma oportunidade, ganha pontos hein?, mas querendo dizer que, mesmo assim, isso que o que eu sinto torna a minha vida mais linda, e o meu sentir ainda é independente do que o outro sente ou espera que eu sinta ou acha que eu espero que ele sinta ou sei lá o quê — Aliás, ficar adivinhando o que o outro sente é um caos!)

[transtumblr]

2 Comments

  1. 💚💜💙💛


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