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Saul nunca se achou o fodão. Ele não era craque do futebol nem ás da matemática. Mal mal ficava na média até no que fazia melhor, mas também não era particularmente terrível em nada. E foi assim que Saul acabou tendo um par de crenças completamente únicas. Ele achava que não era especial. Ao contrário da maior parte das pessoas naquele universo de bolso, ele não ficava continuamente buscando mais e mais, afinal já era privilegiado bastante, na sua opinião, do jeito como estava. Não se achava sub-valorizado, nem sub-pago, nem sub-respeitado, nem sub-amado. Saul estava satisfeito. Mas somente isso não o tornava único. O que Saul tinha de realmente sem par era que, diferente dos outros que se faziam de subalternos, o Saul realmente acreditava que sua forma de ver as coisas poderia ajudar as pessoas. Claro que a uma ou duas vezes que ele tentou fazer uma sugestão aquilo foi visto como tentativa de se impor, e ele logo aprendeu a não compartilhar essas opiniões, mas ainda assim… Ainda assim ele sabia a solução pra todas aquelas reclamações que todas as pessoas faziam o tempo inteiro.

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