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Oi, L., que tal?

Sonhei com você hoje. A gente tava num shopping ou algum lugar assim, em público, talvez nalgum bequinho mais fora de mão mas no meio de tudo, e eu botava a mão dentro da sua saia, te masturbava e você adorava…

É, eu sei que você vai achar isso nada a ver, que é só um problema da minha cabeça, que você não tem nada a ver com isso (embora essas sejam palavras minhas, a atitude é toda sua).

O mais sacana é que, sem nunca ter movido uma palha por nada, você depois vai ter a coragem de me tratar como se eu te devesse alguma coisa, como se tivesse algo que faltou eu fazer, como se eu te devesse alguma coisa. Você parou de falar comigo por que “ficava muito mal depois que eu ia embora”, e deixou implicada a enorme e incomensurável culpa minha, um quase crime de insensibilidade que eu, sem jamais suspeitar, cometi. A culpa é minha de ir embora? Mas essa não é minha cidade, é sua, eu não vivo aí, nunca vivi, eu ficava muito perdido aí, e sabe do quê mais? Você se realava do seu poder sobre a minha desorientação! É sim, você tinha prazer de se colocar nessa situação, de me quase semi humilhar. Você reclama que eu fui embora, mas você nunca fez nada pra eu ficar. Você não me apresentou seu pai, você não me ensinou a me virar aí, você não fez nada pra que a gente pudesse estar junto. Tá bom, teve a vez que a sua amiga te emprestou o AP dela, amiga aliás que eu nunca conheci me colocando mais ou menos no papel de mistress, mas e que tal se a gente tivesse tentado resolver as coisas juntos? Você se coloca nesse papel de vítima, você faz pose de quem não tem poder sobre a situação, mas ao menos você teve o poder de me fazer arranjar uma desculpa pra ir até aí só pra te ver, né? Eu nunca te abandonei, eu nunca te joguei fora, eu só não tinha mais o que fazer tão longe da minha casa. Sei lá, parece que você acha que eu não te abandonar seria eu comprar uma casa aí e magicamente transferir todas as minhas coisas praí, transferir minha vida pro seu bolso.

E o ridíulo, o papel de ridículo que eu fiz, foi que eu queria isso. Eu super queria você pra sempre, ou no mínimo eu queria que a gente fosse alguma coisa mais que um caso de uma semana.

Só que você não me deu nenhuma chance de fazer isso. Você acha, o pior é que eu acredito que você acha sinceramente, acha que eu fui embora. O que você não entende é que você não me ofereceu nada diferente. Eu queria ser parte da sua vida e que você fosse parte da minha, mas a primeira parte disso nunca você me deu a possibilidade. Você até me exigiu a segunda parte, que eu te colocasse dentro da minha vida, e eu fiz isso mais do que você imagina — afinal, 5 anos depois e eu ainda sonho contigo! — mas acho que seria mais direito você dizer que queria que eu oferecesse minha vida em sacrifício a você.

Você faz essa pose de princesa indefesa (por mais que princesa feminista e indefesa) mas no fundo o que você me ofereceu foi muito ilusório. Corresponder às suas espectativas seria quase como aparecer num cavalo branco e te construir um castelo (e aparentemente falar umas verdades pro seu pai elextro-whatever que você não me apresentou), e o que eu tinha pra ganhar acho que era só o questionável privilégio de estar perto de você fisicamente, porque nem mesmo ser sincera comigo você seria.

Sei lá, L., talvez você nem seja sincera com você mesma, mas percebe que isso não melhora nada!

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