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Eu sempre me identifiquei com a minha razão, com a racionalidade, mas isso é porque eu passei toda minha infância pensando pra esquecer os sentimentos, e depois quando consegui entender que eu era mais que uma vozinha na minha cabeça que matuta e elocubra, descobri também que eu era uma exceção, que a maior parte das pessoas não se identifica com sua mente racional.

A maior parte das pessoas acha que esse lado “racional” é apenas uma fantasia útil, um lado sério da vida a ser rapidamente esquecido nos bons momentos, na cerveja e no fim de semana, nos momentos de relaxar e ser você mesmo. A razão é uma imposição externa e incômoda, muito antes de ser sentida como “nosso eu”.

Por isso é muito estranho pra mim ver um psicólogo dizendo que as pessoas reprimem sua sexualidade por medo de perder o controle racional. Por exemplo que tal e tal pessoa se recusa a viver uma paixão porque aquilo iria além da sua razão. Mas se há um sentimento poderoso, que é identificado com o “eu” e com o “bom”, e esse sentimento está em oposição à uma racionalidade que é identificada com obrigações e imposições, não parece fazer nenhum sentido que alguém escolha a racionalidade, exceto as exceções como eu quando criança.

Mas é exatamente o contrário. As pessoas que mais evitam experiências de perda de controle são exatamente as que menos se identificam/identificariam com a razão. (Não tenho uma conclusão pra esse pensamento, mas seja como for, o medo não é liberdade…)

[transferido do trumbs]

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