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Hoje estamos acostumados com a metáfora que é «mentir pra si mesmo» mas isso devia ser impossível!

[English version bellow the fold!] [Hay en Castellano más abajo!]

Uma mentira é uma arma feita de informação. Ou seja, uma informação que faz mal à quem a absorve. No entanto, a informação (na nossa cultura ainda tão platonista) devia ser sem inércia e administrar a informação deveria ser algo transparente. Em outras palavras, quando você tem vários dados não deveria ter que colocar sentimentos bagunçados no meio, do tipo “¿Será que ela me disse isso só pra me enganar?” Se você tem uma informação que é verdade deveria ser elixir contra qualquer mentira. Portanto se existem mentiras para si mesmo muitas das premissas da nossa cultura vão por água abaixo.

Mentir pra si mesmo é impossível, obviamente.

De fato, me parece que essa é uma metáfora que aparece em Nietzsche como uma ironia, como um apontamento de quão ridículo é nosso platonismo. E no entanto a frase acaba cooptada pela cultura, talvez via Freud e sua crença de que as massas são na verdade uns cães vestidos de gente, e hoje é um lugar comum.


Today we are used to the metaphor of «lying to oneself», but it should actually be impossible, since you know the truth!

A lie is a weapon made of information. A piece of information that harms whoever absorbs it. But information (according to our boringly Platonist culture) should be inertia-free and therefore managing information should be something that happened by itself. In other words, a single piece of true info should be a flawless elixir against any number of lies. Information should be immune to getting tangled up with messy stuff like feelings, as in “¿Did she just say that to fool me?”

Therefore if there are lies to oneself a lot of our cultural assumptions are proven false.

This metaphor seems to originate with Nietzsche as an ironic demonstration of the flaws of our Platonism. “So and so and so are lies — but, who tells those lies and who listens to them? The same person? Then he lies to himself?” The phrase gets co-opted into culture at large, maybe through Freud and his belief that the masses are just dogs in human skin, and today it is just another crazy byte of common sense.


Hoy estamos acostumbrados con la idea de «mentirse para uno mismo», pero esto debería ser impossible, o sea ¡Ya sabes la verdad!

Una mentira és una arma hecha de información. un pedazo de información que hace mal a cualquiera que creia en ella. Pero, como todavía somos muy Platónicos, creemos que no debería tener inercia la información, o sea, que las informaciones deberían administrarse automaticamente. Si tuvieras una información verdadera esta serviría como elixir contra todas las mentiras que se lancen contra ti. En las informaciones no se deberían prender cosas incertas como sentimientos “¿Pero me dije esto ella solamente para engañarme?”

O sea, se hay mentiras para uno mismo, las premissas de la filosofia están mal.

Me parece que la metáfora aparece en Nietzsche, que la usa como una ironia, como demostración de los peligros del Platonismo. “Esto y esto son mentiras — pero… Quién las dice? Y quién las escucha? La misma persona?” La frase se vê absorbida por la cultura y hoy es lugar común, pero ya lo vês que loco…

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