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No último ano uma conversa se repetiu muitas vezes, mais ou menos assim:

Amiga: Daí eu me senti muito usada.
Eu: Bom, homens também se sentem usados às vezes.
Amiga: Quê?
Eu: Bom, se uma mulher for eskrota com um cara, o cara vai sofrer, como qualquer pessoa normal.
Amiga: Não entendo.

E aí a coisa degringola porque a mina não consegue compreender que um homem possa se sentir usado. Essa idéia simplesmente não entra na cabeça delas. Se eu insisto no assunto começa a parecer que não estamos falando a mesma língua.

Então vou tentar explicar por escrito…

“Oi, desculpa, não posso te encontrar, agora tenho namorado.”

Mentira. Você tem é um feitor.

É a segunda vez que me jogam essa na cara, e das duas vezes eu não falei nada pra não ser grosso, mas essa tosqueira merece ser respondida na grosseria, pelo seguinte: Você acaba de me tratar como um cão. Sabe esses cachorro chato que fica se esfregando na sua perna? Você acaba de insinuar que eu sou isso. Um bicho que diga-se de passagem merece bicuda mas a gente faz cara de sem graça pra não ser grosso com o dono. Read More »

[Esse post é uma resposta à uma discussão de bar. Acho que eu não tenho competência de reproduzir exatamente as opiniões do meu interlocutor, e isso pode tornar o texto um pouco esquisito. Me pareceu que ele estava dizendo que o monoteísmo é a razão fundamental pela qual a bancada evangélica é intolerante ao ponto de impossibilitar o diálogo. Eu partilho de uma boa parte dessa crença, certamente partilho o horror e o desespero com a nossa bancada evangélica. Compartilho a intolerância contra a intolerância religiosa desse grupo. E justamente por isso acho que a questão é mais complexa, e que é preciso ser mais cauteloso com os conceitos da teoria das religiões.]

Começando do final: Mao era Católico. Se bem que eu não disse isso, minhas palavras foram: “Não quer dizer que Mao não seja Católico”. A diferença é sutil. Mas vamos lá. Mao foi profundamente influenciado por Marx, e esse por sua vez profundamente influenciado por Feuerbach.

Não estamos acostumados a ver a coisa assim, porque o resquício do debate são críticas que Marx faz a Feuerbach. No entanto, as noções de “estrutura” e “superestrutura” (que são ingredientes fundamentais da cozinha marxista) vêm diretamente de Feuerbach. A tese fundamental era de que as comunidades cristãs alemãs reproduziam os interesses da burguesia alemã e não da bíblia, muito embora as historinhas que elas contavam fossem tiradas da bíblia.

Nesse sentido, era exatamente a mesma coisa que Lutero dizia quando falava que o comércio de relíquias praticado pela instituição católica era imoral: Afirmava que isso estava de acordo com os interesses econômicos mas não de acordo com a bíblia. Read More »

No presente momento histórico em que escrevo isso a direita brasileira acusa a esquerda de uma crise econômica que era geopoliticamente inevitável e a esquerda não só assume a culpa como se esquece de que o seu papel, enquanto esquerda, é justamente não deixar que a economia monopolize a política. Um jogo de palhaços, que só parece comparativamente normal porque ao redor do mundo a coisa é ainda pior: Nos USA o candidato mais notório usa uma peruca que, literalmente, ficaria bem na cabeça de um palhaço; a Grécia está na merda mas mesmo assim é invadida por hordas de refugiados; as rotas marítimas são dominadas por piratas da Etiópia; o Japão demora 5 anos pra (não) resolver o acidente de Fukushima; China e Rússia têm duas raposas velhacas como líderes que podem até não ser piada pronta mas são certamente piada de mal gosto; e o que passa por “oposição” a tudo isso é um tipo de defesa arrogante e moralista do homossexualismo que, convenhamos, não é nenhuma novidade nem terceira via. Enquanto tudo isso acontece, o clima foi pro brejo, rapidamente se aproximando dos limites em que tentativas humanas de resistência se tornarão tão risíveis quanto a criança que tenta esvaziar o mar com seu baldinho de brinquedo.

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