Skip navigation

Teve uma votação a favor da paralisação contra os cortes da educação, do dia 15 de maio, na Assembléia da Pós da UERJ, e eu fui a única abstinência. Não é que eu tenha nada a favor do nosso fake governo, estou indignado como todos nós, mas… Me preocupa o meio como vamos conduzir nossa disputa.

A greve é um combate econômico. Trata-se de assumir que a negociação por argumentos não funcionou, e retaliar da forma mais cara para o patrão. Na indústria, trata-se de impedir a produção, retendo um insumo imprescindível, o trabalho operário. Se falta alguém pra recarregar o carvão de um alto-forno, ele entope e precisa ser reconstruído. Qualquer negociação com grevistas bem organizados vai ser mais barata que reconstruir um alto-forno. Foi criada uma situação em que o melhor negócio para o patrão é pagar. O patrão que atende as exigências de uma greve não faz isso porque seja a coisa certa. Ele faz isso porque essa é a opção menos pior para ele.

A educação é matéria-prima para a produção, mas num longo-prazo tão longo que ninguém sente seus efeitos. A universidade só tem impacto direto na produção através dos certificados. Os diplomas emitidos pela academia determinam quem pode ou não exercer todo tipo de atividades produtivas. Parece estranho para quem vive dentro da academia, mas a sociedade acata o nosso parecer sobre quem pode fazer o quê. E embora não se possa revogar diplomas, sempre se podem emitir novos diplomas. Para isso, precisamos fazer algo que nos permita emitir diplomas.

Imagine por exemplo se criássemos um grande congresso. Uma semana de aulas abertas a qualquer um, em que toda a sociedade estivesse convidada, com avaliação e certificado no final. Cada dia que isso duraro governo perde um milhão de apoiadores.

Read More »
Advertisements

One thing that usually goes without saying in the Philosophy of Science is that Theories are accumulations of hypotheses.

Methodology preaches that you begin with a hypothesis, that you try to break it as much as you can, and that as time goes and you break a lot of hypotheses, you end up with a bunch of battle-tested hypotheses, which form a theory. No one explains how a bunch of hypotheses go on to form a theory, but (i just realised) that is actually the point: They don’t. Theory is just the set of battle-tested hypotheses.

But this is a radically new way to see Theory.

Read More »

Há mais ou menos um ano, assumi pra mim mesmo que eu sou meio autista. Isso considerando que autismo agora é um espectro, então existem vários níveis de autismo e o meu, especificamente, sendo um dos níveis mais tranquilos. Mas um dos sintomas clássicos do autismo me encaixa demais: Tendência a catastrofizar as relações.

E hoje vou não só assumir que eu faço isso mesmo, vou dizer que não tem problema nenhum disso, vou dar uma explicação, e ainda vou dizer que esse seria um ideal bem melhor do que o amor água-com-açúcar das comédias românticas que se passa de ideal hoje em dia.

Leia o resto…

A política hoje está sendo reescrita.

Um lado desse processo é uma reavaliação das forças, por assim dizer, libidinosas. Ou seja, em parte a sociedade quer rever e reestruturar a sua relação com o sexo. Muitas vezes as pessoas tentam colocar isso como uma mudança pequena, como se não fizesse tanta diferença assim, como se no fundo sempre foi “um segredo que todo mundo sabia”, e que a única diferença é que agora dizemos coisas que antes ficavam subentendidas. Mas isso é traiçoeiro: Sempre existiram homossexuais, é claro, mas dizer que a homossexualidade de alguém deve ser critério de organização do seu projeto de vida é tão radical quanto dizer que alguém tem o direito de pedir divórcio o parceiro não mandou bem na última trepada. Eu, individualmente, intimamente, sou ligado à ideologia feminista e a defendo. Mas também reconheço a lógica do meme da [Ditadura Gayzista] e acho que é importante assumir que quando a ideologia de gênero se coloca como uma “não ideologia” está fazendo o mesmo que o machismo fazia antes, ou seja, naturalizando-se.

Longa história. E, entretanto, o arquétipo contrário da libidinosidade parece se apagar. Como tudo que é renegado, ele volta em seu pior aspecto. Talvez, portanto, seja preciso reavaliar também as forças da agressividade. Read More »