Skip navigation

[auto-tradução do post anterior]

Parasita ganhou, de com força. E eu amei. Mas fico com uma sensaçãozinha de que muita gente que babou o filme não entendeu ele muito bem. Especificamente, vi muita gente achando que os ricos são os vilões da história, mas eu não vejo isso lá. Pra mim, nesse filme, todo mundo é tão mentiroso quanto.

Há uma crítica em Parasita, com certeza, mas é do sistema como um todo. Não é do que esse ou aquele fazem, mas de como é impossível não ser um merda no sistema de merda. O capitalismo talvez seja vilão, os ricos certamente não são.

Read More »

Parasite won, big time. I love the movie. But it feels to me like all the people praising it did not understand what the movie is about at all. Specifically, most everyone seems to take it as criticism of the wealthy family, but there is none of that in the movie. Everyone in Parasite is equally a liar.

There is criticism in Parasite, but it is of the system as a whole, not of anybody’s part in it. Capitalism might be a villain, but the rich certainly are not.

In comparison, we might take two recent movies which deal with the same basic theme, but have surprisingly different takes on it. Besides Parasite, there is Joker, and then Bacurau.

Read More »

Tenho uma relação de amor e ódio com o tal decolonial, por razões de: talvez seja um luxo. Ou seja, muito me interessa esse questionamento todo, mas estamos vivendo um golpe de estado e esse questionamento todo não parece fazer nenhuma diferença. Esse é um discurso que idolatra a união, mas nós que o defendemos estamos mais desunidos do que nunca. Então, mezzo amo, mezzo odeio.

Read More »

Pois não hás de ver que todo mundo achou esse filmeco do Kuringa a maior rebeldia antenada dos direitos e tudo? Sinceramente, acho muita burrice. O filme do Coringa (Joker) é extremamente reacionário, e vou dizer por quê.

tl;dr é: Todas as reivindicações sociais nesse filme são feitas por loucos. O personagem principal é clinicamente louco, e todos os seus seguidores são pessoas possuídas pela “loucura da multidão“, um tipo de horda bárbara que abandonou alguma noção de sociabilidade. Se Bacurau nos força a sentir empatia pelo favelado, Jóquer nos força a sentir nojo dele.

Read More »