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Eu sempre me identifiquei com a minha razão, com a racionalidade, mas isso é porque eu passei toda minha infância pensando pra esquecer os sentimentos, e depois quando consegui entender que eu era mais que uma vozinha na minha cabeça que matuta e elocubra, descobri também que eu era uma exceção, que a maior parte das pessoas não se identifica com sua mente racional.

A maior parte das pessoas acha que esse lado “racional” é apenas uma fantasia útil, um lado sério da vida a ser rapidamente esquecido nos bons momentos, na cerveja e no fim de semana, nos momentos de relaxar e ser você mesmo. A razão é uma imposição externa e incômoda, muito antes de ser sentida como “nosso eu”.

Por isso é muito estranho pra mim ver um psicólogo dizendo que as pessoas reprimem sua sexualidade por medo de perder o controle racional. Por exemplo que tal e tal pessoa se recusa a viver uma paixão porque aquilo iria além da sua razão. Mas se há um sentimento poderoso, que é identificado com o “eu” e com o “bom”, e esse sentimento está em oposição à uma racionalidade que é identificada com obrigações e imposições, não parece fazer nenhum sentido que alguém escolha a racionalidade, exceto as exceções como eu quando criança.

Mas é exatamente o contrário. As pessoas que mais evitam experiências de perda de controle são exatamente as que menos se identificam/identificariam com a razão. (Não tenho uma conclusão pra esse pensamento, mas seja como for, o medo não é liberdade…)

[transferido do trumbs]

Hoje estamos acostumados com a metáfora que é «mentir pra si mesmo» mas isso devia ser impossível!

[English version bellow the fold!] [Hay en Castellano más abajo!]

Uma mentira é uma arma feita de informação. Ou seja, uma informação que faz mal à quem a absorve. No entanto, a informação (na nossa cultura ainda tão platonista) devia ser sem inércia e administrar a informação deveria ser algo transparente. Em outras palavras, quando você tem vários dados não deveria ter que colocar sentimentos bagunçados no meio, do tipo “¿Será que ela me disse isso só pra me enganar?” Se você tem uma informação que é verdade deveria ser elixir contra qualquer mentira. Portanto se existem mentiras para si mesmo muitas das premissas da nossa cultura vão por água abaixo.

Mentir pra si mesmo é impossível, obviamente.

De fato, me parece que essa é uma metáfora que aparece em Nietzsche como uma ironia, como um apontamento de quão ridículo é nosso platonismo. E no entanto a frase acaba cooptada pela cultura, talvez via Freud e sua crença de que as massas são na verdade uns cães vestidos de gente, e hoje é um lugar comum. Read More »

The point of all this is that, ironically, the government really was the fun part, even though it had no tangible purpose, and once that was eliminated, there wasn’t much else to do. In the end, they really were playing NomicGame at a crowded diner in New Jersey

(From http://meatballwiki.org/wiki/LambdaMOO)

No fim, só discutir tem uma certa diversão, mesmo que seja discutir por nada. É porque em certa medida, tudo gira em torno de pertencer e excluir. É que eu não acabo na minha pele, uma parte definitiva do meu eu existe apenas no rizoma de todas as pessoas que eu conheço, então a política é também uma forma de homeostase. Mas reuniões não servem pra decidir nada, quem decide são pessoas, reuniões servem apenas para reproduzir grupos, é como a sexualidade dos grupos, nelas se implanta a ideologia do grupo sobre cada indivíduo — e em alguns casos isso quer dizer upgrade de pessoas, mas nem sempre, e essa é a grande real razão de que depois de alguns anos todo mundo tem essa crise de que “Mas essa discussão já aconteceu 5 anos atrás {cara de pânico}”

[transfering zee tumbler]

The idea of cognitive dissonance — that your brain will ignore what your senses are telling it in order to keep your beliefs intact — always seemed to me extremely interesting but deeply flawed.

For one, it sounds completely unbelievable that the brain would cheat itself. It’s like lying to oneself. Reality should be reality, and beliefs should be just words, just an embellishment over basic perception. On the other hand, Cognitive Dissonance is a scientific fact, a very well-documented and throughly tested phenomenon.

My (current) interpretation of Cog Dissonance is that our brain has never really been in charge, that all the important decision processes have been happening somewhere else, like in our viscera, the brain merely a “second opinion”, and the cognitive dissonance happens when something forces us to acknowledge this divide. Read More »

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