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A lot rests on the assumption of the I, so much so that it is even hard to show that it is an assumption. Almost everything that I know comes with a degree of uncertainty, but this little bit seems certain: I am myself.

I am unable to doubt this because I look at myself. This is a reflex, and a strong one. I introspect = look inside. I know this! How could it be wrong? Even if I go into zen-style stuff about becoming one with everything, there is still an I who is doing the becoming.

Who is it that knows there is no ego? — Alan Watts

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Me sento à beira do lago, o forte sol castiga-me a pele, fones enfiados fundo nos ouvidos, descubro que as músicas que apressadamente copiei para o telefone antes de sair de casa são surpreendentemente depressivas. drowning is the only thought i have…” Sinto o leve desespero dessas letras, mas também noto com um certo desdém minha patética tentativa de auto-diagnóstico e, por fim, considero com esmero a capacidade de ver a si mesmo no ato de ver-se. Tento imaginar se, quem sabe, conseguiria um quarto nível de indireção? Decido que não — poderia pensar sobre isso, mas esse pensar não seria parte do outro, aconteceriam um depois do outro e não amalgamados, seria uma história e não uma consciência. Por fim, nada disso é de fato reflexivo, tudo isso é ação, todos esses pensamentos são apenas sabores deste corpo que senta à beira do lago.

Dominique,

Você diz que eu “só quero ganhar a discussão” na verdade porque eu presto atenção nas coisas que você diz, ou melhor, eu presto atenção nas coisas que as pessoas dizem — é só por prestar atenção em você que eu vejo (e te digo) as incoerências dos seus argumentos, e sim, eu faço isso, eu fico apontando os erros no que você me fala, mas daí a você me imputar a arrogância de querer impor minhas idéias há uma grande distância, e uma maldade enorme, pelo seguinte: você sabe que eu quero saber a sua opinião, e se você me convencer dela eu mudarei minha vida para estar de acordo com a sua idéia, atitude que você não partilha, e nem tinha que partilhar, mas veja bem: dizer que sou eu que “quer vender a discussão” é me acusar de prepotente por estar aberto à sua influência — contradição à qual você chega simplesmente por não entender que, quanto mais eu te respeito, e quanto mais eu levo à sério o que você me diz, maior é o risco que eu corro: se você me convencer de uma burrada, eu vou me ferrar muito mais do que você, portanto eu tenho sim que avaliar suas idéias com rigor; quando eu coloco as suas idéias dentro da minha vida, passa a ser o meu cú que está na reta; e amar é um direito, o que quer dizer que se eu resolvo te amar você não tem nada a ver com isso, nem como obrigação de me amar de volta, nem como autoridade de dizer que eu estou levando suas idéias a sério demais; o único que você poderia dizer é: “Eu não levo o que eu te disse à sério o suficiente para me preocupar com as contradições” e também “Não sei porque acredito nessas coisas, só sei que acredito” — muito justo, mas aí a culpa já não é minha.

Ass. Fernando

The Misunderstood Awards seek to accolade those champions of the human soul who have, either through hard work or mere brightness, advanced human thought and philosophy beyond the limits in which they lived, just to be held by common sense as having said and argued something completely different from what they believed and proposed. Paraphrasing Kipling, they have the truth they spoke being twisted by knacks to make a trap for fools.

This year the award goes to:

Socrates

Of course, we mostly know Socrates through the writings of Plato. And the way Plato understood everything is completely at odds with what Socrates thought. Not that we actually have any proof — and the issue has been rehashed ad nauseam — but you have to be a little stupid not to notice how stupid Plato was in his appropriation of his so-called teacher. Read More »